domingo, 21 de agosto de 2011

SABEDORIA DIVINA


                        Num templo católico entrei. Passei na testa Água Benta com o Sinal da Cruz a desenhar. E o Filho orou comigo dando força à minha intenção de um sincero pedido ao Pai.
                        Senti um fremir no peito. Com um pouco de jeito, a emoção controlei para não me debulhar em lágrimas.
                       Envolto pela mística e abstrata presença do Pai e de toda plêiade celestial, pelo auspicioso silêncio, pensava! “Que gesto simples, que simbólico ato... quão grandiosa é a fé! Eu, tão pequeno, humilde, quase vulgar, através da Grandiosidade do Filho poder chegar ao Infinito do Pai e pedir PAZ para todos os meus irmãos e irmãs n’Ele”.
                  Era o que realmente sentia naquele momento de profunda meditação, enlevo, calma...
                        E mais. Procurava uma resposta a uma dúvida que me atormentava: “Por que todos que lutaram para que houvesse paz e bem estar entre os homens, acabaram mártires da sua nobre missão? De Cristo a Ghandi, de Luther King a Chico Mendes, de John Lennon a Senna, de Irmã Doroty a..., mais tantos outros, anônimos ou não que por ela lutaram. Por que Pai, por quê?...”
                        Angustiado, orando, sentia grandioso esse momento. Enorme era meu pedido, ínfima minha figura, ali, prostrada ante o Filho do Criador, segundo o Mistério, o Próprio. Olhos marejando pedindo paz para toda a humanidade.
                       Nesse momento Ele, o Pai, se fez presente quando meu coração percebeu com expectativa e espanto, uma Mensagem que nele brotava vinda de Lá...
                        Dizia-me:
                      “Meu filho! Quando os Criei, “homens”, Coloquei em vocês o sentimento da paz, o sonho pela paz, a ânsia pela paz duradoura, mas não Dei para vocês a paz duradoura. Esse sonho pela paz duradoura é muito útil, mas vulnerável e perigoso demais, imensamente volátil. O que Fiz foi colocar em cada “homem” a dose certa de momentos de paz para conter o instinto guerreiro que também a vocês Dei.
                        Só em paz vocês não fariam detonar o progresso.
                        Só em paz vocês se esqueceriam da luta.
               Só em paz vocês não tornariam do nada. Continuariam sendo nada, Se tornariam nada...
                        ...E sem a paz o “homem” iria se destruir sem freios. Portanto, a guerra e a paz têm esse papel de regular o instinto guerreiro ou passivo do “homem”. Sem o instinto guerreiro continuaria sempre como foi feito, sempre o que foi feito... Sempre barro! Não lutaria para saber; nem do início, nem do meio, nem do fim da sua existência. Seria sempre o “Adão” casto, só, acomodado em seu reinado inócuo, nunca se preocuparia com sua origem. Então, Dei-lhe “Eva”, a tentação que lhe tiraria a paz e por ela lutaria. Que Me desobedeceriam, Eu já sabia!
                        E Deixei no “homem” a semente da evolução. O Criei e Dei a ele a chance de se levantar, enxergar longe e obstinadamente lutar para atingir esse longe. Ao atingir esse longe veria outro longe,  outro longe..., sempre e sempre infinitas metas a atingir. Seu instinto guerreiro o manteria obstinado a distâncias intermináveis alcançar!
                     Só no embate e no combate o “homem” teria a chance de duelar até consigo mesmo buscando-se, tentando melhorar-se,  gerar a evolução, crescer com ela.
                        Só no embate e no combate as forças opostas teriam a chance de se medir. As melhores venceriam, os levariam a novo embate ou novo combate. Daí, novas idéias nasceriam, iriam se dando à luz, parindo novas idéias, gerando grandes ânsias de se conhecerem além de cada idéia nova.
                        Assim, não iriam querer permanecer pequenos, agasalhados sob o manto da paz. Sairiam da sua proteção. Se arriscariam enfrentando as intempéries das suas lutas internas e externas. A evolução dos “homens” dependeria dos que tivessem essa coragem.
                        À Mim, Me parece que Acertei!
                       Portanto, filho, se quiserem a paz, ela está no meio de vocês! Busquem-na! Lutem por ela! Só guerreando, mesmo na paz quando guerrearão por títulos, medalhas, vitórias se definindo como pacificadoras da guerra até chegarem a elas, chegarão a elas. A paz é o antônimo da guerra mesmo não sendo duradoura. É volátil, mas existe, e por curtos momentos lhes acomodará os espíritos exaltados. Por isso é tão valiosa, rara, difícil de a ela chegar!
                  Também, Dei a vocês a paz somente por momentos, pois se fosse duradoura, seria uma ameaça à vossa própria existência na Terra.              Só em paz vocês seriam, após um tempo, uma super população. Seriam uma ameaça a vocês mesmos já que não teriam quem os destruíssem. Fiz vocês o topo da criação dando-lhes a inteligência, o raciocínio. Não têm predadores naturais além das doenças, mas essas são comuns aos seres vivos, inclusive aos vegetais, e encontrariam fórmulas milagrosas de remédios para combatê-las. Por isso tinham que se auto - exterminar de alguma forma para que um não fosse ameaça ao outro. Após certo tempo ter que dividir com um número muito grande de seres humanos, sua ração, seu espaço físico de terreno que são limitados. O ventre da Terra não pode gerar mais do que tem capacidade para gerar. O ar tão necessário à vida é raro. A água, apesar de cobrir um terço da face do vosso planeta, apenas dois por cento é potável... A Terra não é todo o universo, e acesso a ele... Sem pessimismo, nunca terão! Poderão passear por perto, por algum satélite ou planeta próximo, só isso! E para complementar esse autocontrole da população humana, não se esqueçam das doenças incuráveis, que Sabia, trariam grande sofrimento, mas eram imprescindíveis. Vocês as dariam à luz nos momentos em que se fizerem necessárias, como epidemias. Eu apenas coloquei dentro de cada um de vocês, as sementes, já Sabendo que as fariam germinar no momento certo sob um comando involuntário, inconsciente e coletivo.
                        Também, lembrem-se de que lhes dei o livre arbítrio. Ele é o propulsor das desavenças de vocês para com vocês mesmos, fará nascer conflitos entre dois ou vários caminhos que vislumbrarão à frente. Também, terão que lutar contra os impedimentos para atingirem o que arbitrarem atingir. A decisão por esse ou aquele será de cada um de vocês. Aí está uma boa guerra, não?
                        Essas são as finalidades da guerra e da paz.
       E o mais interessante é que; em tempos de paz buscarão a guerra, em tempos de guerra lutarão pela paz.
                        O mal e o bem não vivem um sem o outro apesar de antagônicos, tal como a guerra e a paz. E pode parecer que não, mas são dois grandes bens que Lhes dei, de igual valor e intensidade, pode crer. Só à presença de um, avaliarão o potencial do outro.
                   Para que vivam em paz Aconselho, não maldigam a guerra, não vivam só dela. Nem bendigam a paz, e não queiram só a paz, não queiram viver só nela. Assim como de uma experiência ruim sobra uma grande lição, também da guerra sobrará uma paz mais duradoura. Elas se compensarão naturalmente.                                                                                                  Libertem-se dessa aflitiva busca pela paz duradoura. Libertem-se desses doridos grilhões, dessa obstinação de buscarem por ela. Ela sempre estará no íntimo de vocês. Nos momentos certos se fará presente, mesmo em meio a uma grande batalha.
              Se a tentarem libertar da “gaiola esfarrapada” na qual A prendi, não conseguirão. A chave dessa gaiola está e estará sempre Comigo.
                       Para o bem de toda a humanidade, não A entregarei nunca a quem quer que seja! Vocês “homens”, têm duas forças importantes que Lhes dei; a liberdade de escolher caminhos (o livre arbítrio acima referido), e o destino, que permitirá ou não que trilhem o caminho escolhido. E porque Quero que cresçam, apesar de a decisão por qual caminho caminhar pertencer a vocês,para que cresçam ordenadamente, o destino, ou seja, se caminharão ou não pelo caminho escolhido em Meu poder permanecerá.
                        Portanto, a paz duradoura nunca existirá, mas a paz necessária, na dose certa, não será um sonho. Chegará no momento certo que precisarem dela por milagre de Mim. O sonhador que lutar para que a paz duradoura exista sem que venha naturalmente, será duramente hostilizado, castigado, principalmente por aqueles a quem ele quiser “presentear” com essa paz, e perecerá pelas mãos deles como já aconteceu a muitos.
                        Essa é uma fatalidade que Deixei entre vocês. Explica bem a rebeldia e hostilidade contra os que tentam mexer nesse equilíbrio, exatamente sua dúvida quando na Minha Casa entrou a me pedir paz duradoura para todos os seus irmãos em Mim. Não Nego ser lindo seu gesto, mas é em vão! Tudo já está determinado por Mim. Vossas histórias, o “maktub”, como tudo acontecerá já foi Escrita! E se assim os Criei, assim Quero que seja. Se tiverem que passar por provações, por grandes lutas pela subsistência, que lutem por ela, que não tentem se esquivar do sofrimento porque ele é necessário ao crescimento material e imaterial de toda a humanidade. Portanto, não tentem distorcer o que no livro das leis que regem a humanidade Escrevi.                                                                                         Acredite! Impulsionados por seus instintos guerreiros crescerão, se encontrarão e darão muito mais valor aos raros e belos momentos de paz.”
                        Amém, Pai!

quinta-feira, 3 de junho de 2010

sexta-feira, 23 de abril de 2010

MEU BLOG - "EU  PENSO  ASSIM:"
PARA MEDITAR

"SER É TER-SE... TER-SE É SER"

TEXTO - VERDES E "VERDES"... DOS OLHOS E DO OLHAR

TEXTO -   VERDES  E  "VERDES"... DOS  OLHOS  E  DO OLHAR

V E R D E S  E  "V E R D E S"... D O S  O L H O S  E  D O  O L H A R

“Verde” que quero sentir-te e ter-te nos olhos e no olhar de quem me olha. No verde dos olhos, que fascina, e que nos remete à sensualidade que esse verde inspira.

“Verde” do olhar que emite a opulência da esperança, à qual esse “verde” remete quem mora por detrás do azul, do cinza, do negro, do castanho..., ou do verde dos olhos que vêm.

Também, é minha sedutora ganância ser e ter esses verdes e “verdes”, dos olhos e dos olhares. Ser sedutor e seduzir com os olhos e com o olhar, viver de esperança e fazer viver a esperança em todos que virem o “verde” dos olhos “verdes”, e sentirem que, mesmo azuis, cinzas, castanhos, negros..., ou verdes, “verde” é o que transmite o “verde” olhar.

E esse verdadeiro “verde”, lindo, e que tem e projeta vida, tem que estar no olhar, tanto de quem vê através deles, quanto no de quem esses olhos vê, e não só no azul, no castanho, no negro, no cinza..., ou no verde dos olhos que vêem.
PARA MEDITAR


"TODOS OS MOMENTOS, POR MAIS DURADOUROS E PROFÍCUOS QUE SEJAM, SÃO EFÊMEROS E TEMPORAIS.
SÓ DEUS, NO MOMENTO DA CRIAÇÃO, CRIOU O ÚNICO MOMENTO ETERNO E ATEMPORAL." 20/ 10/ 1998
PARA MEDITAR

"O muito que fui foi pouco, e o pouco que não fui, foi muito."09/ 08/ 09